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 Cinema

  24/11/2004
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Carandiru, de Hector Babenco

O mundo cão e gato

Carandiru, de Hector Babenco
Da Redação
“Viver é a melhor opção”, essa mensagem que se destaca dentro do Carandiru nem ao menos recebe a assinatura de seu autor, esquecido e ignorado como tantos outros marginalizados. Fazer desse lema uma experiência de vida na penitênciaria que foi considerada a maior da América Latina, é certamente, uma ironia. O que se vê é a luta pela sobrevivência.

O filme de Hector babenco, baseado no livro Estação Carandiru de Drauzio Varella, discute a condição carcerária no Brasil na visão do próprio autor, que relata experiências vividas dentro do presídio. A opção do diretor faz com que o filme seja estruturado com base em duas analogias, a primeira com ponto de vista do diretor sobre o fato e a segunda junta elementos descritivos do livro feitos pelo médico Drauzio Varella.

Os focos narrativos podem ser perceptíveis e, de certa forma, bem costurados e amarrados ao enredo. A falta de linearidade contribui para que cada situação e cada personagem atue em função do todo, não há em nenhum momento a imagem do bonzinho e do bandido, ou mesmo de um personagem que se destaque.

Temas como a Aids, o descaso do Estado, a superlotação das celas, o tráfico de drogas, a falta de condições sanitárias, ganham segundo plano no longa-metragem. Percebe-se a falta de um argumento mais crítico sobre o tema, trabalhado muito superficialmente neste filme.

A fotografia e cenários são recursos muito bem aproveitados em Carandiru. A reprodução do ambiente fizeram da obra uma releitura muito próxima dos fatos, principalmente a cena da chacina em que foi detalhada com muito realismo.

O assunto proposto pelo diretor reflete as conseqüências das mazelas da sociedade, do eu despreocupado com os problemas coletivos, que acaba por agravar a violência, prostituição e corrupção. O cinema brasileiro acerta em propor a temática, em buscar um espaço para discutir a vida cotidiana, discutir muitas vezes o que se tenta esconder – o mundo cão e gato. Mas o cinema nacional está apenas engatinhando, as técnicas precisam ser aperfeiçoadas.


- Imagem: Cartaz oficial do filme

  Autor: Flávia Freitas


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