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 Literatura

  10/11/2004
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Quimera

Descoberta científica encabula cronista: pode uma pessoa ser duas, sem saber?

Quimera
Da Redação
Quantas pessoas de olhos verdes você conhece? E quantas têm olhos azuis? Hmm... Aposto que você também conhece, ou pelo menos já ouviu falar, mesmo que não tenha acreditado na história, de uma pessoa que tem um olho verde e outro azul, não é verdade? Ou um olho castanho e outro azul-clarinho, clarinho, quase cinza, não é mesmo?! Você também já deve ter ouvido falar de alguma pobre alma que tem os dois sexos. Um ser humano hermafrodita, sim, senhor! Há casos documentados, casos reais, sim, de pessoas que possuem os dois órgãos sexuais, masculino e feminino, bem definidos, cada um do seu lado, realizando suas funções tranqüilamente, sem se incomodar um com o outro.

Bem, antes que você diga que são aberrações da natureza, vou justificar. Não é uma pessoa com má formação, mas sim duas pessoas num só corpo. O quê?! Não cai nessa história também? Vai dizer que isso é pura ilusão: “isso é um sonho, uma quimera!” Bem... Você está certo quanto à última parte. É realmente um caso de quimera, mas está longe de ser ilusão. É a mais pura verdade, deixa que eu explico.

Esse fenômeno é chamado de fusão de gêmeos. Dois zigotos separados que se fundem para, ao final, formarem um só ser, chamado quimera tetragamética, que possui dois genomas diferentes. A pessoa pode ser formada pela fusão de gêmeos idênticos, resultando em uma pessoa comum e normal, como todas as outras, já que o genoma é o mesmo, ou então resultar da união de gêmeos diferentes, inclusive de sexos opostos. O resultado é imprevisível.

Há quimeras por aí que nem de longe suspeitam da sua situação biológica, tal como o caso da americana Jane, que precisou de um transplante de rim e quase bateu as botas antes do previsto quando descobriu que dois de seus três filhos não poderiam ser doadores porque não poderiam ser filhos dela. Jane só se acalmou quando recebeu a notícia de que ela era uma quimera (na mitologia grega, um bicho parte leão, parte serpente e parte bode), uma “dois em um” (como xampu com condicionador), e que dois de seus filhos eram na verdade seus sobrinhos, filhos de sua irmã que nunca existiu, mas que na verdade sempre existiu dentro dela, e que era ela própria. Nada tão assustador assim, afinal, o outro filho era dela mesma, e poderia servir de doador (aposto que ele era o único que estava torcendo para escapar).

O único problema é que o marido de Jane, que confessou ao padre que sua mulher era na verdade duas, está até hoje pagando suas penitências pelos pecados de bigamia e de adultério dos mais graves, porque traiu sua esposa com a própria cunhada, e ainda teve mais filhos com a cunhada que com a esposa, um dos pecados mais terríveis que o padre já tivera notícia em toda sua vida de sacerdote.

Agora imagine você, leitor, que nunca fez um exame desses pra saber se você é você mesmo ou se é mais seu irmão que você, ou pior ainda, se é mais mulher do que homem, ou vice-versa. Pense duas vezes se fizer um exame de DNA em seu filho duvidoso e o resultado der negativo, afinal, pode ter sido sua outra metade!

E não pára por aí. Os mesmos cientistas disseram que é muito comum (mais de 90% dos casos) células dos bebês ficarem no organismo de suas mães após o parto, e que mais da metade delas continua lá mesmo décadas depois, e ainda podem ser transferidas para os irmãos mais novos que ainda estão por vir. Será que isso está por trás do tão creditado sentimento materno, capaz de sentir quando os filhos estão em apuros? Agora você, filho rebelde, deve tomar mais cuidado quando pensar em bater na sua pobre mãezinha. Ou mesmo você, irmão mais velho, quando for brigar com o mais novo. Você pode estar batendo em você mesmo!


- Imagem: Montagem e-cult

  Autor: Daniel Schneider


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